Lampião e Maria Bonita
Era eu e tu
Feito raio no meio da caatinga
Entre bichos rasteiros e homens sem destino
Em busca de paz
Fazíamos guerra.
E enleio a luta incessante
A gente, vez em quando,
Fazia uma fogueira
Abria o rio de aguardente
e dançava como se fosse
a última vez...
E ouvia o som da zabumba
E a sanfona tão doce
Era a voz de Maria:
Minha dama da morte
Minha eterna noite.
poema de Henrique Nunes
