segunda-feira, 13 de outubro de 2025

FRANKESTEIN: O DIREITO DE SER RECONHECIDO


Por Carlos Henrique Ferreira Nunes[1]

Olá, meus amigos e minhas amigas. Lá vai resenha. Hoje, vamos conversar um pouco sobre uma obra clássica – Frankestein – da autora Mary Shelley, que teve pai e marido escritores (aliás, este último a incentivou a publicar a sua obra-prima).

O livro que li, intitulado Frankenstein - foi publicado pela editora Martin Claret. O mesmo tem 208 páginas, com introdução da própria autora, e questões para resolução e interpretação no pós-texto. O texto é integral (completo), e conta com tradução de Pietro Nasseti. Enfim, vamos à história.

O livro é entendido como “romance de terror”, por conta da sua temática e pelo contexto do romantismo (século XIX). Tem dois narradores principais que se revezam: o protagonista – Dr. Victor Frankestein – e o próprio ser, o monstro criado por ele.  Fruto de estudos das ciências naturais e da anatomia, mas, principalmente do “desejo do mundo” de buscar a “vida eterna”, quando não é concedida por seu criador (Deus). A criação de Victor, feita em laboratório, o assusta e ele foge. No entanto, o monstro o perseguirá e exigir-lhe-á reconhecimento, como um filho perdido, que busca o encontro com o pai. Victor o rejeita, e este irá se vingar. A fera criada pelo cientista agora o persegue, e em seu caminho, acaba liquidando com a vida de vários entes queridos e amigos de Victor. Ainda assim, a fera procura e promete cessar as mortes se Victor der vida um cadáver tal com o fez em relação a ele, ou seja, se ofertar uma esposa igualmente monstruosa com a qual possa viver escondido nos confins remotos do mundo.

O não reconhecimento por parte de Victor desperta uma fúria em Frankestein, que passa a segui-lo e o faz sofrer, destruído aqueles que mais ama. A História se passa entre regiões frias da Europa, em especial, a suíça, terra natal de Victor, e a Inglaterra, para onde viaja a princípio, atrás de saberes sobre as ciências e no intento inicial de satisfazer o desejo de Frankestein de ter uma esposa. Mas Victor, após iniciar a obra a destrói na frente da criatura por ele concebida. Daí por diante sua vida será de angústia e sofrimento. Victor irá gastar o resto de seus bens e de sua força vital para caçar e matar “seu sonho realizado e transmutado em pesadelo sombrio. Vamos a leitura?  O livro traz muitas reflexões sobre a condição humana, os cenários e costumes europeus daquela época, bem como reflexões filosóficas sobre as quais deve-se pensar o papel da ciência, da tecnologia e do próprio ser humano ao estudar a origem da vida e sua manutenção.

Recomendo para todos que gostam deste gênero (terror/suspense), de adolescentes a adultos. A narrativa às vezes fica meio lenta por conta do excesso de descrição, porém, compensa com um vocabulário rico, e por vezes até poético de algumas passagens.

Vale muita a pena esta leitura. Abraços a todos!



[1] Prof. da escola Municipal João Batista Pereira da Silva. Graduado em letras (Português/ Inglês; Especialista em Língua Portuguesa e mestre em Educação.


Nenhum comentário:

Postar um comentário