sábado, 14 de março de 2026

Lampião e Maria Bonita. 50x50. Acrilic on canvas. By Henrique NUNES. 2026.

Lampião e Maria Bonita

Era eu e tu

Feito raio no meio da caatinga

Entre bichos rasteiros e homens sem destino
Em busca de paz
Fazíamos guerra.
E enleio a luta incessante
A gente, vez em quando, 
Fazia uma fogueira
Abria o rio de aguardente
e dançava como se fosse 
a última vez...
E ouvia o som da zabumba
E a sanfona tão doce
Era a voz de Maria:
Minha dama da morte
Minha eterna noite.

poema de Henrique Nunes
 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

FRANKESTEIN: O DIREITO DE SER RECONHECIDO


Por Carlos Henrique Ferreira Nunes[1]

Olá, meus amigos e minhas amigas. Lá vai resenha. Hoje, vamos conversar um pouco sobre uma obra clássica – Frankestein – da autora Mary Shelley, que teve pai e marido escritores (aliás, este último a incentivou a publicar a sua obra-prima).

O livro que li, intitulado Frankenstein - foi publicado pela editora Martin Claret. O mesmo tem 208 páginas, com introdução da própria autora, e questões para resolução e interpretação no pós-texto. O texto é integral (completo), e conta com tradução de Pietro Nasseti. Enfim, vamos à história.

O livro é entendido como “romance de terror”, por conta da sua temática e pelo contexto do romantismo (século XIX). Tem dois narradores principais que se revezam: o protagonista – Dr. Victor Frankestein – e o próprio ser, o monstro criado por ele.  Fruto de estudos das ciências naturais e da anatomia, mas, principalmente do “desejo do mundo” de buscar a “vida eterna”, quando não é concedida por seu criador (Deus). A criação de Victor, feita em laboratório, o assusta e ele foge. No entanto, o monstro o perseguirá e exigir-lhe-á reconhecimento, como um filho perdido, que busca o encontro com o pai. Victor o rejeita, e este irá se vingar. A fera criada pelo cientista agora o persegue, e em seu caminho, acaba liquidando com a vida de vários entes queridos e amigos de Victor. Ainda assim, a fera procura e promete cessar as mortes se Victor der vida um cadáver tal com o fez em relação a ele, ou seja, se ofertar uma esposa igualmente monstruosa com a qual possa viver escondido nos confins remotos do mundo.

O não reconhecimento por parte de Victor desperta uma fúria em Frankestein, que passa a segui-lo e o faz sofrer, destruído aqueles que mais ama. A História se passa entre regiões frias da Europa, em especial, a suíça, terra natal de Victor, e a Inglaterra, para onde viaja a princípio, atrás de saberes sobre as ciências e no intento inicial de satisfazer o desejo de Frankestein de ter uma esposa. Mas Victor, após iniciar a obra a destrói na frente da criatura por ele concebida. Daí por diante sua vida será de angústia e sofrimento. Victor irá gastar o resto de seus bens e de sua força vital para caçar e matar “seu sonho realizado e transmutado em pesadelo sombrio. Vamos a leitura?  O livro traz muitas reflexões sobre a condição humana, os cenários e costumes europeus daquela época, bem como reflexões filosóficas sobre as quais deve-se pensar o papel da ciência, da tecnologia e do próprio ser humano ao estudar a origem da vida e sua manutenção.

Recomendo para todos que gostam deste gênero (terror/suspense), de adolescentes a adultos. A narrativa às vezes fica meio lenta por conta do excesso de descrição, porém, compensa com um vocabulário rico, e por vezes até poético de algumas passagens.

Vale muita a pena esta leitura. Abraços a todos!



[1] Prof. da escola Municipal João Batista Pereira da Silva. Graduado em letras (Português/ Inglês; Especialista em Língua Portuguesa e mestre em Educação.


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Poesia Pets de Henrique Nunes por Clarisse Serafim


 

 Escola: José Pereira Sobrinho

Aluna: Maria Clara Ferreira Brito

Professor: Henrique Nunes   Disciplina: Língua portuguesa

Série: 7° ano   Turma: "A"      Data: 03/08/2023



  Resenha do livro "Quando meu pai perdeu o emprego"


   O livro Quando meu pai perdeu o emprego tem como editora a Richmond Educação. No livro o autor Wagner Costa, chama atenção para os problemas que a crise financeira pode trazer para uma família. O autor destaca, principalmente, como Pepê e sua família conseguiram se ajustar a um novo estilo de vida e como encontraram soluções para os problemas.

   Na obra o autor relata sua própria experiência, quando ficou desempregado, de uma maneira simples e envolvente.

   Por fim, o autor acaba concluindo que de tudo na vida podemos tirar boas lições e amadurecer.

   O livro possui 96 páginas e mostra que com o apoio da família podemos lidar com diversos problemas, e o autor usa a crise financeira como exemplo, o que torna a obra atual, pois a falta de emprego pode acontecer em qualquer momento na vida de uma família.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

 Aluna: Eduarda Kelly do 7º ano A  

Prof. Carlos Henrique Ferreira Nunes

Turma: 7 ANO "A”.

 

MARIA: UMA HEROÍNA NO AGRESTE ALAGOANO  

 

Nossa heroína, Maria do Carmo, nasceu e foi criada em Alagoas; é filha de pais agricultores. Começou a trabalhar no campo para ajudar seus pais aos cinco anos de idade.

Com seus quinze anos começou a namorar. Naquela época as pessoas namoravam a distância, através de correspondência, e mal podiam se tocar e casava-se cedo. Ela casou-se aos 19 anos, e por este tempo não tinha moradia fixa nem energia elétrica; cozinhava-se em fornos a lenha com panelas feitas de barros. O acesso a água só era possível através de barragens ou barreiros, como alguns chamam. Estes tinham uma água turva, que muitas vezes servia aos animais quando estava em pastagem. A vida era uma dureza mesmo.

Maria do Carmo teve cincos filhos com seu esposo. Ele já falecido há muitos anos, e deste modo, Maria viu-se obrigada a criar seus filhos sozinha, com o trabalho braçal ou qualquer trabalho que tivesse disponível. Não se podia escolher muito, sobretudo, quando não se tem estudo.

              Naquele tempo não existia bolsa-família nem pensão para ajudar com a alimentação das crianças. Com o tempo, seus filhos cresceram e passaram a ajudá-la na roça e com as tarefas domésticas, mas, ainda assim as coisas eram difíceis, pois sua família não tinha onde morar, ficava migrando de uma cidade para outra, fazendo a velha rota de muitos sertanejos e nordestinos nos períodos de estiagem e seca (Ir para estados do sul e sudeste).

Os meninos não tinham nem como estudar, porque não havia dinheiro nem para o material escolar e nem para o fardamento (o governo não fornecia). Mas depois, com o passar dos anos, as coisas começaram a melhorar. Finalmente Maria realizou o sonho de ter sua casa própria;  seus filhos se casaram e constituíram suas famílias. E hoje, Maria tem muitos netos, bisnetos, e todos são muitos felizes vivendo na cidade de Arapiraca.

Esta bela cidade, denominada por alguns de princesa do agreste alagoano, que gentilmente acolheu Maria e sua família que, cansada de peregrinar, pôde finalmente encontrar sossego. Ela percebeu que valeu a pena tanta luta. Considera-se uma vitoriosa, e eu, particularmente a considero uma heroína por ter enfrentado o mundo sozinha.

 

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

 



                  CIRCULA MEU CORDEL
(UM MANIFESTO)
 
Circula meu cordel.
Vai na carreira,
Nas asas da fênix.
Ave guerreira
De versos imortais,
De feira em feira.
 
Circula meu cordel
Na boca do povo
Inspira a lavadeira,
O nobre lavrador
Que de tanta asneira
Finalmente se cansou.
 
Circula meu cordel
Como som de tambor,
Balança minha gente,
Foge deste terror
Que chamam “mito”;
Apelido – matador!
 
Circula meu cordel
Como ondas de rádio,
Corre as estações
Chega ao estádio,
A todas as multidões.
Chega como raio!
 
Circula meu cordel
Vai como correnteza
No galope alado
Com toda ligeireza
Com a força do verbo
E toda sua beleza.
 
Circula meu cordel
Entre guetos e vielas
Incita a mudança:
grita, chora, se esgoela;
incita a revolução,
Liberta-te da cela.
 
Circula meu cordel
Na indústria e na roça,
Na feira e galpão
Acerta esta choça
Que te põe correntes
Como burro de carroça.
 
Circula meu cordel
Vai girando por aí
Roda o mundo todo
Vamos todos dividir
Uma pedaço de pão
Um poema pra sorrir
 
Circula meu cordel
Igual uma epidemia
Mas que não traz morte,
Somente paz, alegria,
Palavras de alento
Gritos de rebeldia.
 
Circula meu cordel
Vai na contramão
Deste podre sistema
Que trouxe escravidão
Com martelo e foice
Faça a revolução.
 
(Poeta Carlos Henrique Nunes)